Iniciarei uma série de 3 posts apresentando obras do heavy metal dedicadas ao demônio, mostrando dessa forma o porque da associação desse estilo musical às forças das trevas.
Introdução

Era a década de 80, na qual o heavy metal teve o seu auge criativo e polêmico. Centenas de jovens ao redor do mundo inspirados por bandas como Black Sabbath e Judas Preist se juntam em grupos para tocar a música do diabo: O Heavy Metal. Nessa década o Demônio se regojizou no inferno com músicas dedicadas a sua pessoa. A postura das bandas, capas dos discos, e estilo de vida refletiam as letras. Cruzes invertidas, demônios estampados em camisetas e capas de discos, frases de impacto e visual agressivo predominaram. Estava para surgir o Death e Black Metal. Apesar da importância e relevância, não abordarei as bandas mais descaradas como o Venon, Hellhammer, Slayer e Possessed.
1985 - Prayers of steel
" A maioria das pessoas pensa que o mundo é comandado por si só, mas eles estão errados. Como pode ser assim se é nosso Lorde Satã, seus demônios e bestas que possuem e controlam a todos?" (trecho da música Adoration)
Peavy Wagner (vocal e baixo), Jochen Schroder e Alf Meyerrakten (guitarras) e Jorg Michael (bateria) se reúnem na Alemanha para formar o Avenger. O albúm de estréia possui 9 das 8 músicas com referências a temas satânicos em suas letras. A faixa título trata-se de uma oração dirigida ao próprio Satã, pedindo orientação, sabedoria e oferecendo-se para se tornar seu discípulo e guerreiro.
O avenger assim como outras bandas (Mercyful fate e Running Wild) recebem a alcunha de Black metal não pela música, mas pela temática das letras. O instrumental tratava-se de um puro heavy metal alemão. Um exelente trabalho. No ano seguinte, a banda assume o nome RAGE, e segue em frente sob o comando do vocalista e baixista Peavy Wagner com nova formação. Em 1994, com o lançamento do cd comemorativo Ten Years in rage, a faixa prayers of steel é regravada, mas Peavy faz algumas modificações na letra, trocando Satan por Lord, lutando pela verdade, não pelas trevas, pedindo para ser um espírito de luz, e não um espírito do mal.
Vale relatar que após o primeiro álbum do Rage, Reign of fear, Peavy passou a escrever letras que abordam assuntos diversos, contendo críticas aos governos, à sociedade consumista, ao próprio homem, à tecnologia, etc, sempre de forma inteligente e atual. No DVD from the cradle to the grave, Peavy conta que quando a banda começou a crescer, viu que suas letras teriam maior repercussão, e de fato comenta até que recebeu uma carta de um fã que dizia ter desistido do suicídio após escutar uma música dele.




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